B'rit Chadashá-HaTeshuvá

Volte a pratica da Torá e arrependa-se de maneira profunda e sincera.

Importante

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Porque alguns nomes estão diferentes?

No mundo antigo, o som do nome pessoal era muito importante, pois seu significado estava intimamente relacionado a personalidade, reputação e caráter, ou seja, o nome era a própria pessoa, e não apenas um som que a representava.

Resumidamente, aconteceu que os originais das Escrituras Sagradas foram escritos em hebraico e aramaico, enquanto as traduções brasileiras, em sua maioria, se baseiam em textos gregos.

As adaptações sobrepostas acabaram criando equivalências para os nomes das pessoas, lugares e objetos, chegando a desconectá-los de seu significado.

Nesta compilação, tentei usar o som dos nomes reais dos personagens mais relevantes.
Todos os textos em verde, azul ou cinza, contém suas equivalências fonéticas, ou seu significado, ou uma explicação/curiosidade relativo a palavra.


B'rit Chadashá-HaTeshuvá v2.2

Compilada por Sha'ul Bentsion Ben Avraham
Colaboração: Magno Lima e Walter Cruz

Baseada no Texto da Almeida Revista e Atualizada.
Corrigida segundo os melhores manuscritos semitas.

As modificações ao texto-base da Almeida são de copyright do autor da compilação. É proibida a impressão, salvo em pequena escala, ou comercialização deste texto sem autorização prévia e por escrito do autor da compilação.

Disponibilizada pela primeira versão do site do Grupo Torá Viva


Parecer sobre o B'rit Chadashá-HaTeshuvá

Como Historiador das Religiões, não posso opinar sobre questões lingüísticas e teológicas que vão além de minha competência, mas cabe-me dizer que considero altamente relevante a publicação em português do B'rit Chadashá-HaTeshuvá, pois esse trabalho ajudará a reconduzir a figura do Jesus Histórico a seu contexto vivencial original: a sociedade, a cultura e a tradição religiosa judaica.

Na medida em que o Cristianismo se enraizou na Europa e se converteu no alicerce religioso da chamada Civilização Ocidental, nós nos habituamos, ao longo dos séculos, a encará-lo como uma religião ocidental, esquecendo-nos do óbvio: ele é oriental, nasceu no Oriente Próximo, na Palestina, tendo como matriz a tradição judaica. Em outras palavras, o Jesus Histórico foi um judeu que viveu como judeu: falava o aramaico, a língua mais falada na Palestina de seu tempo, e certamente conhecia profundamente a língua e as Escrituras hebraicas. Perdendo de vista esses pontos, o Ocidente chegou até mesmo – absurdo dos absurdos! – a construir a imagem de um Jesus anti-semita que ajudou a motivar cruéis preconceitos e sangrentas perseguições contra o povo judeu, ao longo dos séculos. A Peshitta, ou seja, o texto bíblico na língua aramaica, falada por Jesus e seu povo, certamente nos ajuda muito mais a entender o personagem Jesus em seu ambiente cultural e religioso original do que a Vulgata Latina ou o texto grego neotestamentário, que a maior parte dos estudiosos reconhece ter sido elaborado a partir de fontes aramaicas, orais ou escritas. Encaramos, pois, o projeto B'rit Chadashá-HaTeshuvá como uma importantíssima contribuição para divulgar no Brasil a figura do verdadeiro Jesus Histórico, reconduzido a seu contexto judaico original.

São Paulo, 24 de setembro de 2004

Prof. Dr. Ricardo Mário Gonçalves
Ex-Professor de História das Religiões
do Departamento de História da USP


O QUE É A B'RIT CHADASHÁ-HATESHUVÁ?

HaTeshuvá, no hebraico, significa “O retorno”, pois seu objetivo é justamente este:


COMO ESTÁ SENDO DESENVOLVIDA A B’RIT CHADASHÁ – HATESHUVÁ?

Traduzir o Novo Testamento da estaca zero é um trabalho muito árduo e requer um conhecimento ímpar do Aramaico. Embora existam muitas divergências entre os textos gregos e a Peshitta aramaica, a grosso modo o texto é fundamentalmente muito semelhante Por isto, ao invés de traduzirmos o Novo Testamento da estaca zero, preferimos nos concentrar nos pontos onde os manuscritos no Aramaico divergem dos manuscritos no Grego. Os releases de versões ocorrerão a medida em que o trabalho for sendo avançado.

O projeto é, portanto, baseado no texto da Almeida Revista e Atualizada, que é de domínio público, e corrigido segundo os melhores manuscritos da Peshitta Aramaica. São também levados em consideração os manuscritos “Siríaco Antigo” e alguns manuscritos hebraicos, tais como DuTillet (Matitiyahu), Munster (Matitiyahu e yehudim), Shem Tob (Matitiyahu), e Crawford (Revelação), mas apenas a título de consulta, pois a base mesmo é a Peshitta Aramaica. Possui portanto muitas diferenças com relação ao texto original da Almeida. A fonte para as correções incorporadas na B'rit Chadashah-HaTeshuvá é o extenso trabalho de diversos pesquisadores do Aramaico, principalmente dos acadêmicos do Peshitta.org, Nazarene.net, e Aramaicnt.org trazidos para o português pela equipe do Torá Viva.

Além disto, é levada em consideração a cultura e backgrounds judaicos para escolha da melhor tradução. Um bom exemplo disto é a expressão ‘teichet namosa’ (no grego ‘upon nomos’), uma expressão negativa que tradicionalmente é traduzida do grego como ‘debaixo da lei’. Contudo, isto poria o Rabino Sha’ul (o apóstolo Paulo) em franca contradição com a Torá, que é Palavra do Eterno. Tal tradução deriva da cultura anti-semita que se instaurou na igreja. O termo ‘namosa’ muitas vezes refere-se a preceitos de homens. Portanto, esta expressão é melhor entendida como ‘debaixo do legalismo’, que tem de fato conotação negativa. Este é apenas um exemplo de como a tradução sob a ótica judaica (que neste caso é a ótica mais próxima dos escritores originais) pode ser muito diferente.


POR QUE O HEBRAICO E O ARAMAICO?

Porque cremos que são as línguas originais do Novo Testamento, ao contrário do que afirma a tradição católica romana. Temos centenas de evidências muito boas que comprovam esta tese, bem como artigos a respeito do tema.


QUAIS SÃO OS PONTOS PRINCIPAIS DA B’RIT CHADASHÁ – HATESHUVÁ?

Restaura a ordem original dos livros da B'rit Chadashá, de modo que o leitor aprende as Escrituras da forma como os primeiros seguidores recomendavam.

Restaura os nomes no Hebraico e, em alguns casos, no Aramaico dos personagens e locais bíblicos, bem como termos importantes.

Corrige conceitos que foram traduzidos de forma anti-semita e anti-nomiana.

Oferece também correções de mais de 500 versículos segundo as fontes originais em Aramaico e Hebraico.

Inclui dezenas de notas explicativas de expressões idiomáticas do Hebraico e do Aramaico para facilitar a compreensão do sentido real das passagens.

Ajuda aos seguidores de Yeshua a se reconectarem com suas raízes judaicas.

Ajuda judeus a entenderem Yeshua através de uma ótica judaica, ao invés de uma ótica greco-romana.


POR QUE A B’RIT CHADASHÁ – HATESHUVÁ É GRATUITA?

A política do Torá Viva sempre foi a de providenciar a informação àqueles que querem crescer na fé sem qualquer custo. Mantendo esta política, a B'rit Chadashá-HaTeshuvá versão eletrônica será sempre gratuito e disponível a todos. Futuramente, estudaremos a possibilidade de uma publicação impressa, sempre visando o crescimento do movimento judaico messiânico no Brasil. Será permitida a impressão em pequena escala da B'rit Chadashá para uso pessoal ou em congregações. Não será permitida a impressão em larga escala e/ou comercialização da B'rit Chadashá-HaTeshuvá sem autorização por escrito dos responsáveis pelo projeto.

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