O Inferno

Uma maneira de aterrorizar toda a humanidade?

Fake news da antiguidade!

Pois é...
Os discípulos da Opositora Trindade inventando doutrinas.

Muito superior a uma mentira é uma quase verdade.
Para se conseguir uma quase verdade, é necessário distorcer a verdade de tal maneira que ela acabe atestando uma mentira.
Isso só é possível com muita habilidade, conhecimento, inteligência e discernimento da verdade, pois sem pleno domínio destas virtudes, nenhum ser humano seria capaz de criar uma quase verdade com a força do Inferno.

Por mais incrível que possa parecer inferno era apenas uma palavra que os tradutores usaram em vários pontos da Tanakh para traduzir os termos She'ol, Hades e Geena. Mesmo usando estes termos de modo pejorativo, pouca é sua relação com o inferno que conhecemos hoje.

Os seguidores da Opositora Trindade juntaram todas as citações como se fossem a descrição de um único lugar, adicionaram elementos de outras culturas e acabaram criando o Reino de Lúcifer.

Acho que, no início, a intenção da Igreja de Roma era controlar o povo na base do terrorismo psicológico, mas a coisa acabou saindo do controle, pois os criadores destas teologias não imaginavam que falar do coisa medonha metendo o terror no seu inferno ardente, era muito mais legal que falar de anjinhos descansando em nuvens de algodão-doce.


O Céu e o Inferno

Este conceito nunca existiu nas Escrituras Sagradas.
Na Tanakh encontramos citações de um castigo eterno, mas não indicam um lugar específico:

O que chega mais perto da indicação de um lugar é uma tradição onde os Rabinos ensinam que haveria um destino após a morte: o Gan Êden para as almas boas que esperam a Ressurreição, e o She'ol para os maus. Este destino para as pessoas más é um lugar, ou um processo, de restauração e purificação para as almas que ainda não estão prontas para entrar no Êden. Não é um estado permanente e pode ser comparado a um tratamento terapêutico que tem início, meio e fim.
Após o período de purificação, a alma poderá acender no Gan Êden, ou ser destruída, caso seja muito má e não consiga se purificar.


Yeshua e o Inferno

Não existem palavras humanas para descrever as verdades Divinas.
Yeshua Hamashia tinha que usar paralelos no mundo humano para demonstrar como as coisas acontecem no Reino de Elohim, estes paralelos tinham que serem bem conhecidos e próximos da realidade vivida pelo povo, assim o ouvinte não desviava sua atenção para o entendimento dos símbolos usados resultando numa maior eficiência na compreensão da mensagem.

No Sefer Matitiyahu a expressão Inferno, e seu conceito, não aparecem relacionados a tal sofrimento. Nos textos são usados as palavras Gehinom e She'ol, "trevas exteriores", "fornalha de fogo", "prisão".
Esta diversidade de nomenclaturas para o lugar de sofrimento é a prova de que Yeshua estava usando paralelos no mundo humano para representar o que não é possível de se descrever com palavras.

Yeshua foi claro ao dizer que existe um lugar onde haverá "choro e ranger de dentes" para os pecadores serem lançados.
O fato é que, se formos pessoas más e pecadoras, estaremos condenados a um sofrimento muito intenso após o dia do Julgamento, mas isso não quer dizer que existe um lugar repleto de Demônios subordinados a Satan, ou de servos do príncipe demoníaco Ba’al, prontos para ficarem nos atazanando por toda a eternidade.
O que temos, na Revelação, são várias citações do "lago de fogo" onde são lançados todos os condenados, mesmo assim, este lago não representa um inferno e sim o lugar da segunda morte.


A verdade

Lúcifer, Demônios, Satan e etc., independente se eles existem ou não, todos são elementos que usamos para terceirizar a nossa maldade e culpa.

Não existe necessidade de haSatan perder tempo, pois você é o seu satã. É do seu coração que vem a vontade de ter o que não te pertence, de fazer o que não pode, de ser cruel e etc. É no seu coração que nasce a vaidade, ciúmes, desconfiança, desejo e o ódio. Estas, e muitas outras coisas, estão dentro de todos os seres humanos.
A diferença entre um justo e um malígno, é sua atitude depois que estes pensamentos e sentimentos invadem suas almas. Más atitudes servem de alimento para multiplicar novos maus pensamentos e sentimentos, formando um círculo de crescimento exponencial.

A vestimenta histórica de Bereshit nos mostra que Deus nos criou a sua imagem e semelhança. Mais tarde, permitiu que fossemos pequeninos deuses nos dando o conhecimento do bem e do mal. Nos permitiu viver sem a imposição do seu Reino e Autoridade, ou seja, Ele nos deu todos os recursos para sermos bons e justos por vontade própria, e não apenas para agradá-Lo. Nos permitiu escolher ser do seu agrado.

O espírito de um justo, ao pecar e ver que entristeceu Elohim, não precisa ser lançado em um inferno, pois sua culpa e arrependimento arderá como fogo dentro da alma, e nada mais restará, além de choro e ranger de dentes.

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A Essência dos ensinamentos Divinos