Paulo, o Apóstolo

O Apóstolo que mudou os rumos dos Netzarim

A verdade

Homem verdadeiramente abençoado por Elohim, cometeu erro grave ao desprezar um dos ensinamentos de Hillel:
"Não faça nenhuma declaração que não possa ser facilmente entendida na suposição de que será compreendida cedo ou tarde.".

Até mesmo Kefá chegou a comentar a complexidade de seus ensinamentos: "...como faz também em todas as suas epístolas, nelas falando a respeito destas coisas, nas quais há pontos difíceis para a inteligência, que aqueles que não têm conhecimento nem são estáveis torcem, como o fazem também com as outras Escrituras, para sua própria perdição".original

Abaixo, um resumo de como este erro grave resultou na criação do distorcido Cristianismo da Igreja de Roma, que se espalhou por todo mundo e deu origem a uma infinidade de denominações.


Paulo

Intitulado como o 13o. Apóstolo pela Igreja de Roma, na realidade, era um Evangelizador. Nunca viu Yeshua HaMashia pessoalmente e só conheceu os Apóstolos depois da ressurreição, entre os anos 31 e 36 d.C. quando se converteu aos Netzarim.

Antes de sua conversão, chamava-se Sha'ul, um cidadão meio-romano que se dizia fariseu. Também declarou que foi discípulo de Gamaliel. Era perseguidor implacável dos Netzarim, fato narrado por seu discípulo Lucas, o Evangelista: "Sha'ul porém, assolava a Congregação, entrando pelas casas e, arrastando homens e mulheres, os entregava à prisão." original

Como está escrito em Atos 9, em uma viagem para Damasco, foi interceptado pelo espírito de Yeshua HaMashia que lhe perguntava o porquê da perseguição. Ficou cego e só recuperou a visão depois que Hananya, mesmo relutante, mas obedecendo ordens do Elohim, foi até o perseguidor e o curou da cegueira e o imergiu.

O Evangelista Paulo foi verdadeiramente importante para a divulgação das Boas Novas de Yeshua HaMashia, pois enquanto os Apóstolos se concentravam na Palestina, Paulo percorreu a Grécia, Roma e Europa onde fundou comunidades, espalhando a palavra do Messias.
Seu trabalho colaborou para que os ensinamentos não se perdessem, pois a Palestina foi arrasada pelos romanos por volta dos anos 66 e 73 d.C., dificultando a sobrevivência das verdadeiras comunidades dos Netzarim.


Algo parecia estar errado com os ensinamentos de Paulo

Em 51 d.C., Paulo participou do Concílio Apostólico de Jerusalém, onde a discussão girava em torno da circuncisão dos gentios.
Mas, a importância deste Concílio foi de confirmar que existiam divergências entre os ensinamentos de Paulo e dos Netzarim.
E estas divergências só aumentaram. Os pontos principais eram a circuncisão, as restrições alimentares e os requerimentos da Torá.

Yuri Vasconcelos da revista Super Interessante, abre sua matéria de janeiro de 2018, com o seguinte parágrafo:
"O mundo cristão não seria o mesmo sem a mensagem que São Paulo transmitiu ao Império Romano.
Para conquistar fiéis, ele fez concessões que desagradaram aos discípulos de Jesus – e ainda despertam acirradas discussões entre pensadores e religiosos.
Afinal, Paulo espalhou ou deturpou a palavra de Cristo?"

Tenho certeza que este parágrafo está baseado nas "Cartas de Paulo", pois o próprio autor cita grandes personalidades criticando os ensinamentos do auto intitulado Apóstolo:

Os fortes argumentos dos Anti-Paulinismo condenam a Paulo, mas a realidade nos mostra que foram os interesses de certos grupos que espalharam seus ensinamentos distorcidos.
As ações destes grupos, somadas aos difíceis ensinamentos, acabaram propiciando a implantação da pílula separatista entre os seguidores gentios e judeus.


Depois de Paulo e Pedro

Paulo morreu por volta de 67 d.C..

Inácio de Antióquia, discípulo do apóstolo Yochanan, também conheceu Paulo.
Sucessor de Kefá na igreja em Antióquia, foi o percursor da grande separação dos seguidores judeus e os seguidores gentios, quando se rebelou contra a autoridade Israelita dos Netzarim, enfatizando a primazia da Igreja de Roma.

Em seguida, no início do século II, Marcião criou uma doutrina própria onde o Elohim do Tanakh era totalmente incompatível com o da B'rit Chadashá.
Mesmo excomungado pelos Pais da Igreja Romana, suas interpretações ajudaram a fortalecer princípios teológicos totalmente contrários aos dos Netzarim.

Como se não bastasse, veio Justino Mártir colocar um ponto final na fé comum dos gentios e judeus. Seguidor da Igreja Cristã, acreditava que a Lei da Torá tinha sido anulada por Yeshua HaMashia.
Defendia a "Teologia da Substituição", ou seja, que a aliança com a nação de Israel, nos planos de Deus, foi substituída pela Nova Aliança com a Igreja Cristã.
Também atacou a guarda do sábado e outras obrigações judaicas.

Tsadok Ben Derech, mantenedor do site judaismonazareno.org, publicou neste link uma dissertação acalorada da transformação das Boas Novas de Yeshua HaMashia no Cristianismo de hoje.

No século IV, Constantino legalizou o Cristianismo da Opositora Trindade.
Uma religião pagã e que pouco se assemelha aos ensinamentos dos Netzarim, pois é o resultado da mistura de costumes, mitos e crenças de povos que não acreditavam em Elohim.

Na minha opinião, até mesmo o patriarcado da Igreja Romana é inconcebível, na realidade, o primeiro Papa foi Inácio de Antióquia, pois Kefá ensinava o judaísmo vivenciado por Yeshua, e não as teologias de uma nova religião.

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A Essência dos ensinamentos Divinos